terça-feira, abril 18, 2006

Á BEIRA DO CORAÇÃO

À BEIRA DO CORAÇÃO

(Ouvindo “Frates”, Arvo Part, Kronos Quartet)


Sentado à beira do coração
ouvindo o rio passar
percebes os calhaus rolando
os peixes carregando
promessas de alegria
raios de sol a brincar
na prata buliçosa
da corrente.

A neve derreteu-se.
Todo o branco é verde
a caminho do branco.
Nada está onde já esteve.
O mundo avança.
Rola.
Rodopia.
E tu com ele.

A brisa toca os teus cabelos.
Percorre-te o pescoço.
Anuncia-te
pequenos sobressaltos sépias
ou talvez um animal pequeno
arriscando
os umbrais da Primavera.

1 Comments:

At 11:10 da manhã, Blogger zmsantos said...

Enquanto houver sonhos, haverá sempre um despertar, haverá sempre novas primaveras. E a vida vai passando por nós até ao derradeiro inverno, até ao último despertar.

Abraço

 

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