Á BEIRA DO CORAÇÃO
À BEIRA DO CORAÇÃO
(Ouvindo “Frates”, Arvo Part, Kronos Quartet)
Sentado à beira do coração
ouvindo o rio passar
percebes os calhaus rolando
os peixes carregando
promessas de alegria
raios de sol a brincar
na prata buliçosa
da corrente.
A neve derreteu-se.
Todo o branco é verde
a caminho do branco.
Nada está onde já esteve.
O mundo avança.
Rola.
Rodopia.
E tu com ele.
A brisa toca os teus cabelos.
Percorre-te o pescoço.
Anuncia-te
pequenos sobressaltos sépias
ou talvez um animal pequeno
arriscando
os umbrais da Primavera.
1 Comments:
Enquanto houver sonhos, haverá sempre um despertar, haverá sempre novas primaveras. E a vida vai passando por nós até ao derradeiro inverno, até ao último despertar.
Abraço
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