sexta-feira, outubro 06, 2006

ERRÂNCIA

ERRÂNCIA


Tu que nasces hoje ou amanhã,
António ou Manuel
ou seja qual for o nome
de vento
que em lusa língua te for dado,
serás marcado
com o ferrete da distância.

Seja o teu olhar de barro ou de granito,
buscarás para sempre
a estrela ou a palavra
que te entregue o corpo ao mar.

Aí acenderás o lume e serás abandonado
à tua condição de viajante,
trabalhando eternamente
sobre os mapas justos e perfeitos
onde se traçam as rotas para chegar
à mais bela de todas e todas
as ilhas inexistentes.

3 Comments:

At 12:08 da tarde, Blogger Paula Raposo said...

Sempre, sempre belas as palavras!! Beijos.

 
At 11:03 da manhã, Blogger Sandra Cardoso said...

Muito belo este poema.
Parabéns!

 
At 1:07 da tarde, Blogger Poesia Portuguesa said...

"...Seja o teu olhar de barro ou de granito,
buscarás para sempre
a estrela ou a palavra
que te entregue o corpo ao mar."

Adorei!!

Um abraço sempre enlevado pela tua poesia.

;)

 

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